segunda-feira, 4 de junho de 2012

Frequentadores trocam o café da manhã em casa por alternativas baratas e gostosas na Avenida Paulista

Por Camila Sodré e Stefânia Pereira





Para quem gosta de tomar o café da manhã antes do trabalho ou da faculdade, a Avenida Paulista certamente oferece diversas opções para adoçar o início do dia, para todos os tipos de gosto e de bolso. Alguns preferem os cafés mais sofisticados ou as tradicionais lojas da rede americana Starbucks, onde um café simples e um pão de queijo podem custar mais de dez reais. No entanto, a grande maioria das pessoas prefere espantar o sono em pequenas lanchonetes e bares que servem um café digno, gostoso, e melhor ainda: barato.



Essas alternativas estão espalhadas por toda a extensão da avenida e são fáceis de encontrar. Os estabelecimentos geralmente são pequenos e ficam lotados nas primeiras horas da manhã. Segundo Marcelo Alves, responsável pelo Bar e Lanchonete Petite, o maior horário de fluxo é das seis até às nove e meia da manhã, todos os dias. De acordo com Maria Carmen Borges, proprietária do Paulista Sucos, Vitaminas e Lanches; a clientela é variada e abrange todas as idades – desde estudantes e moradores até todo tipo de trabalhador da região.

O café da manhã na Paulista, para a maioria das pessoas, é como tomar café em casa – já que muitas delas saem muito cedo para poderem chegar no horário no trabalho, e isso se tornou um hábito diário. Para os donos desses estabelecimentos, a clientela já e fixa e conhecida. “Muitos clientes preferem aguardar para tomar o café aqui do que irem a outro lugar”, orgulha-se Alves.



Os estabelecimentos não servem apenas café e pães, mas também uma grande variedade de sucos, iogurtes e salgados, visando sempre manter a qualidade do café da manhã com o preço que os clientes procuram. “Eles analisam muito o preço do café antes de decidirem entrar para comprar”, disse Carmen. Apesar de cheias, a rotatividade nessas lanchonetes é grande. A maioria das pessoas está com pressa ou atrasada e não sobra muito tempo para saborear o cafezinho. “Grande parte deles é muito apressado, tomam o café voando”, disse Carmen. “Muitas vezes nem comem tudo o que pediram”, concordou Marcelo, antes de correr atrás do balcão para retirar mais uma travessa quentinha de pães de queijo do forno.


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