terça-feira, 12 de junho de 2012

Boa gastronomia em um “jardim” da Paulista

Por Max Boschi e Murilo Puydinger


O ponteiro do relógio parece girar mais rápido na Avenida Paulista e nas ruas que cruzam essa importante via comercial e cultural de São Paulo. As horas correm e o dia voa, não dando trégua nem mesmo nas horas do break, das refeições pelos inúmeros points da região. Os lanches rápidos – até eles são “temperados” com esse adjetivo – surgem quase como a única possibilidade de alimentação para os habitantes da Paulista, na maioria, trabalhadores que pouco tempo têm para trocarem a mesa do escritório pela de um restaurante. Mesmo aqueles que conseguem um tempo maior para recompor a energia não ficam longe do clima de correria, envolvidos pelo burburinho, pelo corre-corre e buzinas.

Mas, entre tantas opções gastronômicas na região, o Comidinhas da Paulista encontrou uma opção de “retiro”, um oásis de tranquilidade, perfeito para os leitores que querem aproveitar o tempo de refeição para relaxar. O achado da vez tem nome e endereço – Shintori, na Alameda Campinas, 600.


Um verdadeiro templo japonês, como o próprio restaurante se autodenomina, o Shintori é capaz de fazer os frequentadores esquecerem que estão a poucos metros da Avenida Paulista e imaginarem-se em uma atmosfera bem distante, como em outro país, lá do outro lado do mundo. Aliás, há três décadas, quando começou, o público era quase que totalmente de japoneses, situação que se inverteu com a adoção dessa culinária pelos brasileiros, principalmente na última década.

Um jardim oriental de aproximadamente 100 metros quadrados impressiona já de cara, podendo ser apreciado de qualquer uma das salas que o circundam, seja da sala tipo bar americano, da sala de sushis e sukiyaki ou da de grelhados. Esta última atrai principalmente as famílias e as crianças, que podem ver o teppan yaki mais famoso da capital ser preparado em grandes chapas instaladas no centro das mesas de refeição. Os cozinheiros, vestidos à caráter, dão verdadeiros shows e prendem a atenção da criançada.

Pequenos detalhes fazem a diferença no ambiente do Shintori, como o baixo tom de voz dos atendentes e o som ambiente adequado à proposta da casa. Para aqueles que buscam um isolamento total, as salas de tatame para até 12 pessoas podem ser reservadas antecipadamente pela expressiva quantia de R$ 120. Afinal, tudo tem o seu preço, não é mesmo? Para desfrutar dessa tranquilidade e ótima comida no Shintori, cada pessoa não vai desembolsar menos de R$ 50, dependendo dos pratos escolhidos. Nada que faça você pensar duas vezes para conferir esta dica, pois realmente vale a pena!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Frequentadores trocam o café da manhã em casa por alternativas baratas e gostosas na Avenida Paulista

Por Camila Sodré e Stefânia Pereira





Para quem gosta de tomar o café da manhã antes do trabalho ou da faculdade, a Avenida Paulista certamente oferece diversas opções para adoçar o início do dia, para todos os tipos de gosto e de bolso. Alguns preferem os cafés mais sofisticados ou as tradicionais lojas da rede americana Starbucks, onde um café simples e um pão de queijo podem custar mais de dez reais. No entanto, a grande maioria das pessoas prefere espantar o sono em pequenas lanchonetes e bares que servem um café digno, gostoso, e melhor ainda: barato.



Essas alternativas estão espalhadas por toda a extensão da avenida e são fáceis de encontrar. Os estabelecimentos geralmente são pequenos e ficam lotados nas primeiras horas da manhã. Segundo Marcelo Alves, responsável pelo Bar e Lanchonete Petite, o maior horário de fluxo é das seis até às nove e meia da manhã, todos os dias. De acordo com Maria Carmen Borges, proprietária do Paulista Sucos, Vitaminas e Lanches; a clientela é variada e abrange todas as idades – desde estudantes e moradores até todo tipo de trabalhador da região.

O café da manhã na Paulista, para a maioria das pessoas, é como tomar café em casa – já que muitas delas saem muito cedo para poderem chegar no horário no trabalho, e isso se tornou um hábito diário. Para os donos desses estabelecimentos, a clientela já e fixa e conhecida. “Muitos clientes preferem aguardar para tomar o café aqui do que irem a outro lugar”, orgulha-se Alves.



Os estabelecimentos não servem apenas café e pães, mas também uma grande variedade de sucos, iogurtes e salgados, visando sempre manter a qualidade do café da manhã com o preço que os clientes procuram. “Eles analisam muito o preço do café antes de decidirem entrar para comprar”, disse Carmen. Apesar de cheias, a rotatividade nessas lanchonetes é grande. A maioria das pessoas está com pressa ou atrasada e não sobra muito tempo para saborear o cafezinho. “Grande parte deles é muito apressado, tomam o café voando”, disse Carmen. “Muitas vezes nem comem tudo o que pediram”, concordou Marcelo, antes de correr atrás do balcão para retirar mais uma travessa quentinha de pães de queijo do forno.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Conversa de bar no agito da Paulista

Por Amanda Rosalie e Stefânia Akel

Chopp gelado, comidinhas e boa companhia. Essa excelente combinação fica ainda melhor no agito de uma das avenidas mais importantes do mundo, que é o centro comercial e cultural de São Paulo: a Avenida Paulista.

Histórias não faltam. No local por onde passam um milhão e 500 mil pessoas por dia, os bares concentram todo tipo de gente e simbolizam a diversidade da avenida. Alguns trabalham na região, outros moram ou estudam por lá. Muitos são de fora da cidade, outros são paulistanos e procuram o local pela animação e por sua gastronomia.



No vídeo abaixo, entre uma cerveja e uma batatinha no horário do happy hour, frequentadores dos bares da Paulista contam um pouco de por que estão ali, o que fazem em São Paulo e o que mais gostam sobre a avenida que movimenta a cidade.




Apressados, frequentadores da Avenida Paulista trocam comida por lanches

Por Carolina Franco e Marcos Costi


Todos os dias milhares de pessoas passam pela avenida mais famosa e conhecida do país. A Av. Paulista é conhecida mundialmente por sua diversidade de opções para lazer e gastronomia. A todo tempo é possível observar pessoas apressadas e estressadas. Parece que todos que passam por ali lutam contra o tempo. Toda a correria do dia a dia obriga muitas pessoas a optarem por refeições rápidas e práticas, assim o fast food é a melhor opção encontrada pelos apressadinhos que andam pela Av. Paulista. A região proporciona várias opções de lanches rápidos, entre os mais famosos, estão o MC´Donalds e o America. O MC oferece um cardápio com opções de lanches tradicionais do restaurante, já o America tem um cardápio mais variado, que oferece lanches rápidos, pratos feitos, saladas e sobremesas diversas. 



Rivelino Soares, gerente do America da Paulista, garante que todos os dias mais de 850 pessoas passam pelo restaurante. Ele diz que são mais de 250 lanches por dia, 300 saladas e pouco mais de 100 sobremesas. Rivelino trabalha no local há um ano e diz que atualmente o público está adotando uma dieta mais saudável.


No MC´Donalds o movimento é bem maior. Segundo Igor Arantes, gerente da unidade principal e mais antiga da Av. Paulista, mais de três mil pessoas passam pelo restaurante todos os dias. Ele não sabe a quantidade exata de lanches vendidos diariamente, mas acredita que mais de 2500 lanches são consumidos na unidade todos os dias.






Fast food é um termo inglês que significa comida rápida. Este tipo de alimentação surgiu nos Estados Unidos, e tem como característica principal a produção de lanches e acompanhamentos de forma rápida. As grandes cadeias de lanchonete são as maiores representantes deste tipo de alimentação, que se espalhou pelo mundo a partir da década de 1970. 


Com o crescimento das cidades e do acúmulo de tarefas diárias, muitas pessoas passaram a buscar a alimentação rápida e prática como forma de ganhar tempo. Porém, deixaram de lado a preocupação com os nutrientes dos alimentos.


Os lanches empanados, batatas fritas, refrigerantes, milk shakes e sucos oferecidos por grande parte das lanchonetes de fast food são ricos em gorduras e açúcares. Se uma pessoa passar a se alimentar muito deste tipo de comida, poderá ficar obesa e até desenvolver algumas doenças com o passar do tempo.


Falta de tempo, correria, estresse e fome são algumas das justificativas usadas pelos consumidores dos lanches rápidos. A nutricionista Gabriela Matias dá algumas dicas importantes para quem se alimenta em restaurantes fast food com frequência: “A combinação desses fatores pode ser fatal na escolha do cardápio. Prefira as saladas às batatas-fritas e não hesite em trocar o refrigerante por suco de frutas”, diz ela. 


O perigo presente nessas “refeições rápidas”, geralmente realizadas fora de casa, consiste em um consumo de alimentos com alta densidade energética e baixo valor nutricional. A indústria dos fast foods visa basicamente atender às “necessidades” do homem moderno, sem se preocupar com a qualidade da alimentação oferecida.